Psicossomática

A Vegetoterapia caracteroanalítica como método clínico: contribuições reichianas para a psicossomática

Esse texto tem como objetivo discutir sobre o método clínico de compreensão e tratamento dos transtornos psicossomáticos sob a perspectiva da vegetoterapia caracteroanalítica. A clínica pressupõe um método que privilegia a singularidade e a escuta atenta do sentido, numa atitude desenvolvida entre a escuta da subjetividade do paciente pelo terapeuta e a realidade objetiva dos sintomas orgânicos, que pode ser medida por aferições médicas. A argumentação teórica e técnica elaborada por Wilhelm Reich, no tocante a interpretação somatopsicodinâmica dos sintomas, considera o ser humano em sua unidade corpo/psiquismo em sua dimensão energética. O conceito de biopatia surge como princípio norteador de entendimento do desequilíbrio do funcionamento orgânico, intimamente atrelado à historicidade e a estruturação defensiva/caracterial do sujeito. Pretende-se, ao fim do trabalho, expor a problemática do câncer nesse enquadre.

PALAVRAS CHAVE: Vegetoterapia caracteroanalítica; Método Clínico; Transtornos Psicossomáticos.

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Psicossomática: as Amarras e Subversões do Corpo

Desde a década de 40, epidemiologicamente tem sido constatado o aumento da incidência de patologias somáticas entre indivíduos que apresentam estados depressivos. O que aumentou a busca em compreender as relações entre as emoções e o sistema imunológico e detectar estruturas e mecanismos de natureza celular, fisiológica e anatômica que poderiam mediatizar a percepção de eventos internos e externos, sua elaboração e as reações do organismo. As pesquisas reforçaram a hipótese de que fatores psicológicos podem intervir na gênese de doenças graves como o câncer (Volich, 1998).

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História da Psicossomática

Na Antiguidade o adoecer era considerado uma manifestação de forças sobrenaturais, sendo a cura buscada em rituais religiosos. As práticas terapêuticas e as concepções de vida, de saúde e de morte eram intimamente ligadas a essas crenças.

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Introdução à Psicossomática

A palavra “somatoforme” é composta pelas raízes grega soma (“corpo físico”, “cadáver”) e latina – formis (“que toma a forma de”, “aparência de”). Seu significado literal é “aquilo que toma a forma corpórea” (Neto e Elkis, 2007).

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Psicossomática - classificação CID-10 e DSM-IV

O CID – 10 (Classificação Internacional das Doenças) e o DSM-IV apresentam algumas divergências quanto aos transtornos somatoformes e seus critérios diagnósticos.

O DSM-IV reconhece cinco transtornos somatoformes: transtorno de somatização, transtorno conversivo, hipocondria, transtorno dismórfico corporal e transtorno doloroso. O DSM-IV possui ainda duas categorias residuais para os transtornos somatoformes: transtorno somatoforme indiferenciado e transtorno somatoforme sem outra especificação.

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