Dependência Química
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- Escrito por Ana Flávia Pereira, Adalberto Romualdo Pereira Henrique | Publicado em Quarta, 29 Setembro 2010 07:26
Dependência Química é um padrão de uso geralmente intenso que envolve um descontrole sobre a quantidade e a frequência com que se consome álcool ou outras drogas, geralmente a um desejo forte de se utilizar a substância. Existem critérios bem definidos para se caracterizar essa condição. Diferentes mecanismos levam as pessoas a se tornarem dependentes. Assim, dependência é uma relação alterada entre um individuo e o seu modo de consumir uma substancia, sendo capaz de trazer problemas para seu usuário. (MEYER et al, 2004).
A dependência química é uma doença crônica, caracterizada por comportamentos impulsivos e recorrentes de utilização de uma determinada substância para obter a sensação de bem-estar e de prazer, aliviando sensações desconfortáveis como ansiedade, tensões, medos, insegurança, entre outros (FOCCHI, 2001).
Se configura como sendo um padrão de uso geralmente intenso que envolve um descontrole sobre a quantidade ou freqüência com que se consome álcool ou outras drogas, geralmente com um desejo forte. (MEYER et al, 2004)
No dia-a-dia , usa-se o termo “droga” para referir-se às drogas psicoativas, que são as que alteram o comportamento, o humor e a cognição. (SONENREICH, 1982).
Historicamente o uso de substâncias psicoativas sempre fez parte da realidade das civilizações. Na Europa Ocidental, mais precisamente na Polônia e na antiga Tchecoslováquia, os alcoolistas eram levados pela policia para grandes centros ou locais específicos, não com o intuito de serem tratados pela abstinência ou quadro de alcoolismo. No período que compreende a Revolução Industrial, essas condutas eram comumente usadas, principalmente por não haver métodos de tratamento. Posteriormente, após a Segunda Guerra Mundial, foram desenvolvidos centros de desintoxicação nos EUA, Canadá e Reino Unido (Edwards, 1987), onde ocorreu uma melhor organização e padronização desses serviços.
O álcool, por exemplo, vem sendo utilizado desde a era Paleolítica, e a civilização mesopotâmica forneceu as primeiras descrições clinicas de intoxicação “cura por ressaca” (Marlatt e Gordon,1993).
Em 1948, a Organização Mundial da Saúde inclui o alcoolismo propriamente dito como um item diferenciado da intoxicação alcoólica ou de psicoses alcoólica, na Classificação Internacional das Doenças (CID). Atualmente o alcoolismo encontra classificado pela CID no capítulo referente aos transtornos mentais e de comportamento.
Na década de 70, o tratamento ambulatorial começou a ser realizado com mais freqüência na Inglaterra e nos EUA (stinnett, 1996).
Sobre os Autores:
PEREIRA, Ana Flávia - Terapeuta Ocupacional formada pela Universidade Presidente Antônio Carlos
HENRIQUE, Adalberto Romualdo Pereira - Acadêmico de Terapia Ocupacional pela Faminas / Muriaé-MG. Atualmente desenvolve projetos na área de álcool e drogas.
Referências:
MEYER et al., 2004 in TAUB, Anita; ANDREOLI, Paola Bruno de Araújo. Guia para a família: cuidando da pessoa com problemas relacionados com álcool e outras drogas. Sãp Paulo: Atheneu, 2004. 96 p. (Coleção Guia para a família). ISBN 85-7379-693-6.
FOCCHI, Guilherme R. de et al. Dependência química: novos modelos de tratamento. São Paulo: Roca, 2001. 165 p. ISBN 85-7241-324-3.
SONENREICH, Carol. Maconha na clínica psiquiátrica. São Paulo: Manole, 1982. 179 p. (Cadernos de Psicopatologia).
Edwards, 1987 in: MANSUR, Jandira; CARLINI, E. A. Drogas: subsídios para uma discussão. 4 ed. São Paulo: Brasiliense, 1993. 114 p. ISBN 85-15039-0.
Marlatt e Gordon,1993 in: Mansur, Jandira, O que é alcoolismo; 1993;
stinnett, 1996 in: FOCCHI, Guilherme R. de et al. Dependência química: novos modelos de tratamento. São Paulo: Roca, 2001. 165 p. ISBN 85-7241-324-3.









